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Minipílula Anticoncepcional: O Que Você Precisa Saber

Introdução

A minipílula anticoncepcional é uma forma de controle de natalidade que tem ganhado destaque, especialmente entre mulheres que não podem ou preferem não usar estrogênio. Este contraceptivo oral contém apenas progesterona, oferecendo uma alternativa eficaz com um perfil de efeitos colaterais diferente em comparação às pílulas combinadas. Neste artigo, exploraremos o que é a minipílula, como ela funciona, quem pode utilizá-la, como deve ser administrada, seus efeitos colaterais e responderemos a algumas dúvidas comuns sobre seu uso.

O que é a minipílula?

A minipílula é um contraceptivo oral que contém apenas progestina, uma forma sintética da progesterona. Ao contrário das pílulas convencionais, que combinam estrogênio e progesterona, a minipílula é ideal para mulheres que apresentam contra-indicações ao uso de estrogênio, como fumantes acima de 35 anos ou aquelas com histórico de trombose.

No Brasil, existem três formulações principais de minipílula:

  • Noretisterona 0,35 mg (nomes comerciais: Norestin, Micronor)
  • Desogestrel 0,075 mg (nomes comerciais: Cerazette, Nactali, Juliet, Kelly)
  • Linestrenol 0,5 mg (nomes comerciais: Exluton)

Como funciona?

A minipílula atua de várias maneiras para prevenir a gravidez. Seu principal mecanismo é a supressão da ovulação, embora esse efeito seja menos pronunciado do que nas pílulas combinadas. Adicionalmente, a minipílula torna o muco cervical mais espesso, dificultando a passagem dos espermatozoides, e torna a parede interna do útero mais fina, o que impede a implantação de um óvulo fertilizado. Quando utilizada corretamente, a minipílula possui uma taxa de eficácia de até 99%.

Quem deve tomar?

A minipílula é uma opção segura para a maioria das mulheres, mas é especialmente recomendada para aquelas que têm maior risco de efeitos colaterais relacionados ao estrogênio. Exemplos de grupos que podem se beneficiar incluem:

  • Mulheres acima de 35 anos
  • Fumantes
  • Hipertensas
  • Pessoas com sobrepeso ou obesidade
  • Diabéticas
  • Mulheres que sofrem de enxaquecas

A minipílula não costuma causar alterações na libido e, frequentemente, é bem tolerada durante a amamentação, já que não afeta a produção de leite.

Como tomar?

A administração da minipílula deve ser feita diariamente, sem pausas. Cada cartela contém 28 comprimidos, e ao terminar uma cartela, deve-se iniciar a próxima no dia seguinte. A pílula deve ser tomada no mesmo horário todos os dias para garantir sua eficácia. Se a pílula de noretisterona ou linestrenol for tomada com mais de 3 horas de atraso, ou se a desogestrel for atrasada em mais de 12 horas, considera-se que a pílula foi perdida e um método contraceptivo adicional deve ser utilizado por 7 dias.

Efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns da minipílula incluem irregularidades menstruais, como sangramentos inesperados ou alterações na duração do ciclo. Embora muitas mulheres relatem um fluxo menstrual reduzido, algumas podem experimentar um aumento no fluxo. Outros efeitos secundários possíveis incluem dor de cabeça, náuseas e acne.

Dúvidas comuns

Como realizar a troca da pílula convencional para a minipílula?

A troca deve ser feita no dia seguinte ao término da cartela da pílula convencional. Assim, não há interrupção na proteção contraceptiva.

Como tomar a minipílula durante a amamentação?

Mulheres amamentando podem iniciar a minipílula a partir da 6ª semana após o parto. Se a amamentação não for exclusiva, a minipílula pode ser iniciada a partir da 3ª semana.

Antibióticos cortam o efeito da minipílula?

Na maioria dos casos, os antibióticos não afetam a eficácia da minipílula, exceto o antibiótico rifampicina e seu derivado rifabutina.

Referências

  • Progestin-only pills (POPs) for contraception – UpToDate.
  • Progestin-Only Hormonal Birth Control: Pill and Injection – American College of Obstetricians and Gynecologists.
  • Estrogen-free oral hormonal contraception: benefits of the progestin-only pill – Women’s health.
  • Progestin-Only Pills – Centers for Disease Control and Prevention.
  • Progestin-only oral contraception: a comprehensive review – Contraception.

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