Ministério da Saúde Critica Médicos Antivacina em Nota Oficial

Ministério da Saúde Condena Atuação de Médicos Antivacina

Em uma nota conjunta divulgada no dia 18 de novembro de 2025, o Ministério da Saúde, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) manifestaram sua preocupação e indignação em relação à atuação de médicos que promovem teorias antivacina. A nota classifica essa conduta como uma “farsa anticiência” que compromete as políticas de imunização no Brasil.

Preocupação com a Disseminação de Informações Falsas

A nota destaca que a atuação desses médicos, conforme revelado em uma reportagem do Estadão Verifica, é alarmante. Os profissionais em questão têm promovido a ideia de uma suposta “síndrome pós-spike”, que seria atribuída às vacinas contra a COVID-19. Segundo a nota, essa afirmação não possui qualquer respaldo científico e tem sido utilizada como base para a venda de cursos, consultas e tratamentos sem eficácia comprovada.

O texto enfatiza que criar uma doença fictícia para lucrar com o medo da população é uma grave violação ética e um risco real à saúde pública. “Quem espalha esse tipo de mentira enfraquece campanhas de vacinação, confunde famílias e ameaça principalmente crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas”, afirmam os especialistas.

Violação do Código de Ética Médica

O Ministério da Saúde ressalta que o Código de Ética Médica proíbe a divulgação de tratamentos sem comprovação científica, o uso de linguagem sensacionalista e a promoção de métodos sem evidência apenas para atrair pacientes. “Quando profissionais rompem esses limites, não apenas traem a confiança da sociedade, mas também colocam vidas em risco”, alerta o documento.

A nota também reafirma que a ciência já demonstrou amplamente que as vacinas contra a COVID-19 são seguras e eficazes, tendo salvado milhões de vidas. “O negacionismo não é uma opinião, é uma ameaça real à saúde”, enfatiza o texto.

A Resposta do Governo

Após a publicação da reportagem que expôs a atuação desses médicos, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, se manifestou nas redes sociais, afirmando que o governo não tolerará o negacionismo. Ele anunciou que o Ministério da Saúde, em parceria com a Advocacia-Geral da União (AGU), tomará as medidas cabíveis contra esses profissionais. As ações incluem uma representação criminal na Justiça e o compromisso de adotar todas as medidas jurídicas possíveis para impedir que essas práticas continuem.

A AGU informou que está aguardando a conclusão de análises técnicas e o envio de subsídios pelo Ministério da Saúde para iniciar as ações judiciais e extrajudiciais necessárias. O Conselho Federal de Medicina (CFM) optou por não comentar sobre o caso, citando a natureza concreta das denúncias. Por sua vez, o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) afirmou que todas as denúncias recebidas são devidamente apuradas.

A Exploração do Medo e a Necessidade de Informação Confiável

A questão levantada pela nota é de extrema importância, pois a saúde pública não deve ser mercadoria. A criação de teorias infundadas e a exploração do medo das pessoas para fins lucrativos não podem ser toleradas. É essencial que a população busque informações em fontes confiáveis e que denúncias de práticas enganosas sejam feitas.

Além disso, é fundamental que todos compreendam a importância da vacinação como um patrimônio coletivo. As vacinas não apenas protegem os indivíduos, mas também a comunidade como um todo. O negacionismo, por outro lado, representa um risco significativo, podendo levar a um aumento de doenças e complicações que poderiam ser evitadas.

Conclusão

O Brasil enfrenta um momento crítico em relação à vacinação e à saúde pública. Com a crescente disseminação de informações falsas e teorias conspiratórias, é crucial que o governo e a sociedade civil se unam para combater essas práticas. A proteção da saúde da população deve ser a prioridade, e a confiança na ciência e nas evidências deve ser restaurada. Assim, é necessário continuar a defesa da vacinação como uma ferramenta vital para a saúde pública.

Referências

Estadão Verifica. (2025). Reportagem sobre médicos antivacina e a “síndrome pós-spike”.

Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Nota sobre a atuação de médicos antivacina.


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